Algodão
DATA: 26/02/2016

Comercialização de algodão desacelerou em fevereiro

Cotação na bolsa de Nova York teve desvalorização de 5,88%, sendo cotada a 58,16 centavos de dólar por libra-peso

De acordo com a consultoria Safras & Mercados, o mercado brasileiro de algodão encerra o mês de fevereiro com menor comercialização em relação a janeiro, quando as indústrias repuseram estoques. “No momento, as compras são somente para reposição imediata ou alguma demanda específica”, explica o analista da consultoria Safras & Mercado, Cezar Marques da Rocha Neto.

 

Pela paridade de exportação, o comércio entre produtor e trading também “esfriou”, visto que o produto interno está mais caro que o praticado no mercado internacional. “A oferta do algodão de boa qualidade já é escassa, e grande parte dos lotes que restam possuem algum defeito de HVI”, diz Neto. “Aliás, muitas indústrias, em virtude desse problema, estão fora de mercado, esperando a entrada da nova safra, que deverá ocorrer no final de maio”, frisa.

 

No CIF de São Paulo, a pluma é cotada a R$ 2,55 por libra-peso, com queda de 1,92% em relação em relação ao mesmo período mês passado. Contudo, apresenta alta de 50% quando comparado ao ano anterior.

 

No mercado externo, o cenário também não foi favorável. A ICE Futures (NY) obteve desvalorização de 5,88%, sendo cotada a 58,16 centavos de dólar por libra-peso. “Essa queda foi devido a desvalorização do petróleo, que faz com que a fibra sintética ganhe espaço no mercado internacional”, explica. “Aliado a isso, a maior área de produção dos Estados Unidos, concomitantemente com uma possível menor demanda da China, deixou o mercado avesso ao risco”, completa.

 


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