DATA: 26/11/2015

Com foco na exportação de suco, Paraná triplica produção de laranja

A expectativa para exportação de suco é boa, principalmente pela queda na produção na Flórida, nos Estados Unidos, afetada pelo greening Agência de Notícias do Paraná

Até o fim de dezembro, cerca de um milhão de toneladas de laranjas devem ser colhidas nos pomares do Paraná. Na última década, tecnologia e investimentos fizeram a produção quase triplicar, passando de 335 mil toneladas, em 2004, para 958 mil toneladas no ano passado. A laranja produzida é transformada em suco, com foco na exportação para países da União Europeia e do Oriente Médio, Estados Unidos, Austrália e Canadá.

 

A atividade emprega mais de três mil pessoas no campo. Na indústria são 600 empregos diretos e indiretos. “Hoje a citricultura está consolidada no Paraná e é a principal atividade da fruticultura do Estado”, diz Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

 

Os pomares são explorados por mais de 600 citricultores e abrangem cerca de 100 municípios, além de possuírem áreas médias entre 19 e 35 hectares. Somente no campo, a atividade gera três mil empregos diretos no Paraná. No ano passado, o Valor Bruto da Produção (VBP) foi de R$ 260 milhões. A laranja é a principal atividade na fruticultura no Paraná e Estado é campeão de produtividade nesta cultura.

 

A expectativa para exportação de suco é boa, porque os preços vêm reagindo, principalmente pela queda na produção na Flórida, nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de laranja, afetada pelo greening. O dólar mais alto também favorece as exportações brasileiras

 

Nos últimos anos, as vendas externas de suco do Brasil – maior produtor mundial – foram afetadas pela queda no consumo global da bebida e pela crise na Europa. Mas a redução da produção global já surte efeito sobre as cotações.

 

Os preços já estão melhores do que no ano passado, de acordo com Paulo Rizzo, gerente da unidade de sucos da Integrada, em Uraí, no Norte Pioneiro. O preço pago pela cooperativa ao produtor por caixa está em R$ 12,00, o que significa um aumento de 20% em relação ao ano passado. Mas em São Paulo, os preços já batem a R$ 14,00.

 

A Integrada, que iniciou sua produção de sucos em julho de 2013, tem hoje 80 citricultores ativos, que cultivam 1,3 mil hectares. A expectativa é ampliar essa área para até três mil hectares. Com capacidade para produzir dois milhões de caixas de suco.

 


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