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DATA: 11/01/2017

Com expectativa de super safrinha, Brasil deve exportar mais milho em 2017

Aumento da demanda, para 62 milhões de toneladas em 2017, não deve ser suficiente para absorver o crescimento da produção de milho Por Naiara Araújo (naiara@sfarming.com.br)

Após passar por uma safra de milho prejudicada pelas condições climáticas e uma crise de abastecimento do cereal, o volume produzido na safra 2016/2017 deve ser recorde para o Brasil. A consultoria Agroconsult estima uma produção total de 94,9 milhões de toneladas de milho, alta de 32,3% na comparação com a temporada anterior.

 

Super safrinha

Na safra de verão, a expectativa é que a produção alcance 30,3 milhões de toneladas de milho, 6,8% superior à safra passada. Já para a safrinha, a consultoria prevê 64,6 milhões de toneladas, que se justifica por um possível aumento de 10% na área plantada. Caso os resultados se confirmem, a colheita da safrinha deve crescer 40,9% nesta safra.

 

Para o mercado interno, a safra recorde é uma boa notícia, principalmente para a cadeia produtora de proteína animal. No entanto, o cenário de maior oferta do cereal pode ser um mau negócio para os agricultores. Embora a demanda interna deva crescer, passando de 58 milhões de toneladas para 62 milhões de toneladas em 2017, esse aumento do consumo de milho não deve ser suficiente para absorver toda a produção nacional. O caminho para escoar esse milho é a exportação. Segundo André Pessôa, diretor da Agroconsult, o Brasil precisará exportar 30 milhões de toneladas. “É um grande desafio exportar todo esse milho no segundo semestre”, diz André Pessôa.

 

Venda antecipada de milho

Quando a safrinha começou a ser plantada no ano passado, o Brasil já tinha vendido 25 milhões de toneladas de milho. Neste ano, as vendas antecipadas estão entre 10 e 12 milhões de toneladas. “Esse é um desafio, estamos atrasados para atingir o objetivo de exportar entre 26 e 27 milhões de toneladas”, afirma Pessôa. Ele acredita que essa estimativa de exportação é o volume mínimo necessário para que o mercado brasileiro não tenha contratempos com o excesso de milho. “Se a gente olhar só para o mercado interno, isso é um problema e significa uma pressão baixista sobre os preços do milho.”

 

Segundo o diretor da Agroconsult, existem duas situações que podem ser positivas nesse cenário. Uma delas é a tendência de redução de área plantada de milho e aumento da área de soja nos outros países produtores. “Isso abriria espaço parar trabalhar com o milho no mercado internacional acima de US$ 3,50 por bushel, podendo chegar próximo dos US$ 4”, diz Pessôa.

 

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