DATA: 15/02/2016

Colheita do milho é aberta no Rio Grande do Sul

Em Condor, na propriedade da família Costa Beber, estão sendo colhidas em média 200 sacas de milho por hectare irrigado

Favorecida pelo clima, tecnologia e preço, safra gaúcha de milho foi aberta oficialmente na sexta-feira (12/02), em Condor. Nesta semana, a colheita atingiu 35% da área cultivada no Rio Grande do Sul em uma safra estimada, inicialmente, em 4,4 milhões de toneladas.

 

O levantamento é da Emater/RS-Ascar, entidade que presta assistência técnica e extensão rural ao governo gaúcho. Se a colônia não planta, a cidade não almoça nem janta, disse o governador do Estado José Ivo Sartori. Todos temos de ser parceiros, nós temos tecnologia e, sobretudo, o melhor produtor, concluiu o governador.

 

A presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Silvana Covatti, também compareceu ao evento, em seu primeiro ato oficial desde que tomou posse da presidência do parlamento gaúcho, no começo do mês. Após descer de uma colheitadeira, sob sol escaldante, Sartori recebeu um lenço para secar o rosto do secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcisio Minetto.

 

Em Condor, na propriedade da família Costa Beber, sede do evento, estão sendo colhidas em média 200 sacas de milho por hectare irrigado. “Esta realidade não acontece em todo o Estado, mas aí entra a Emater fortemente, levando tecnologia ao pequeno produtor, ajudando as famílias e, consequentemente, ajudando o Rio Grande a sair da posição incômoda, financeira, em que nós vivemos hoje”, disse o presidente da Emater/RS, Clair Kuhn.

 

Nas regiões de Santa Rosa e Frederico Westphalen, onde a colheita está mais adiantada, as produtividades médias, consideras elevadas para essas regiões, têm passado dos 7 mil quilos por hectare. Contudo, a Emater/RS-Ascar destaca que há muitas lavouras a serem colhidas no Estado, por isso mantém sua expectativa inicial de produtividade que é de 5,6 mil quilos por hectare.

 

Preço

O preço do milho tem sido beneficiado pela alta do dólar. Com a alta da moeda americana as exportações tornam-se mais competitivas e atraentes para o produtor brasileiro. No Rio Grande do Sul, na sexta-feira (12/02), a saca de 60 quilos foi cotada pela Emater/RS-Ascar a R$ 34,44. Em fevereiro do ano passado, no entanto, o produtor gaúcho recebia pelo produto o equivalente a R$ 26,12.

 

O preço de hoje é bom, mas o preço do ano passado não era bom, por isso não estimulou o Rio grande do Sul a aumentar a área, disse o presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho), Cláudio de Jesus.

 

“Nós temos que achar um equilíbrio, um mecanismo, que seja bom para o produtor, bom pro frango, bom pro suíno e bom pro leite, quando todos ganham. Para achar esse mecanismo todos temos que sentar juntos. O que precisamos é ter iniciativa, não ter medo, sair de dentro de casa e é isso o que nós estamos fazendo, criando ambiente para o produtor se organizar”, diz o presidente da Apromilho.

 

Embora reconheça avanços em genética, irrigação e produção, o presidente da Apromilho finalizou dizendo que “já fizemos muito pelo milho, mas podemos fazer mais”.

 


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