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DATA: 05/02/2016

Colheita de feijão e milho têm boas perspectivas no Rio Grande do Sul

Com boa parte da safra já colhida, ultrapassando os 62% de área, os agricultores estão satisfeitos com a produtividade

A qualidade do feijão colhido tem deixado os produtores gaúchos contentes. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, com boa parte da safra já colhida, ultrapassando os 62% de área, os agricultores na maioria das regiões (à exceção do Alto da Serra do Botucaraí, Vale do Rio Pardo e Médio Alto Uruguai) estão satisfeitos com a produtividade média obtida até o momento, que gira em torno de 1.400 por hectare, inicialmente projetado para esta safra. Faltando algumas áreas a serem colhidas nas regiões produtoras e em toda área semeada no tarde (Serra gaúcha), a tendência é de uma boa primeira safra.

 

Já o feijão safrinha ou 2ª safra do Estado está sendo implantado, com pequena dificuldade na segunda quinzena de janeiro, provocada pela falta de umidade em algumas regiões. Com as precipitações da semana que passou, reiniciou o preparo de áreas e o plantio, sendo que há a expectativa em algumas regiões de ampliar a área com feijão safrinha. Essas lavouras tradicionalmente são destinadas para o consumo da própria família e venda do excedente, assim como para reserva de sementes em pequenas propriedades familiares.

 

Milho

No milho, a colheita segue em ritmo acelerado, chegando aos 30% do total da área semeada nesta safra. Como vem ocorrendo desde o início, os rendimentos obtidos até o momento surpreendem os produtores de forma positiva, pois há casos que superam os 10 mil quilos de milho por hectare.

 

O clima de verão verificado desde o início da safra, com chuvas regulares e temperaturas elevadas, tem sido benéfico às lavouras em desenvolvimento e às que estão em floração e formação de grãos. Até mesmo as lavouras plantadas fora do período recomendado, conhecidas como safrinha, apresentam bom desenvolvimento vegetativo. Para o milho destinado à produção de silagem, as produções giram ao redor de 36 toneladas de massa verde por hectare. Dos 350 mil hectares plantados para este fim, cerca de 55% já estão colhidos.

 

A soja encontra-se em fase final de desenvolvimento vegetativo, sendo que a maior parte da área total plantada está em florescimento e formação de vagens/grãos, apresentando ótimo desenvolvimento em função das condições climáticas registradas até agora. A umidade no solo tem propiciado uma boa fixação e um bom número de vagens por planta, fator determinante da produtividade final das lavouras. Nesse sentido, o regime de chuvas das próximas semanas será decisivo para a garantia de uma boa produção para o Rio Grande do Sul.

 

A cultura do arroz evoluiu de forma bastante satisfatória nos últimos dias. Sem problemas de água para a irrigação e beneficiadas pelo clima quente e a boa insolação, as lavouras apresentam padrão e potencial produtivo dentro do esperado (ao redor dos sete mil quilos por hectare), para uma cultura que enfrentou sérios problemas quando da sua implantação.

 

Embora exista um significativo atraso em relação aos anos anteriores, a atual safra já registra as primeiras áreas colhidas. São lavouras plantadas muito cedo (início de setembro), na Fronteira Oeste e no Vale do Caí, que representam no conjunto menos de 1% do total semeado.

 

Hortigranjeiros

As chuvas da semana e a redução do calor nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste contribuíram para melhorar o desenvolvimento das hortaliças folhosas; já cenoura, beterraba, alho, cebola e demais raízes vêm sendo produzidas normalmente.

 

Além da baixa produção de frutas da época, como melão, melancia e uva, o forte calor acelerou o fim do ciclo das mesmas. A colheita do abacaxi vem acontecendo nos municípios costeiros ao rio Uruguai; os preços recebidos pelos produtores são bons, com comercialização fácil.

 

As lavouras de citros estão com boa formação dos frutos. A colheita da uva está encerrada e o rendimento ficou dentro da expectativa, porém a qualidade foi muito baixa, devido ao excesso de chuvas, especialmente em dezembro, o que resultou em redução no teor de açúcar.

 

Cebola –

A cultura segue em fase de colheita, cura e comercialização na região Sul. Em Rio Grande, a colheita da cebola está encerrada. Os preços são bons e tendem a aumentar. A produção não apresenta boa qualidade em função do excesso de chuvas, que inundou muitas lavouras no período da bulbificação e da colheita. Em São José do Norte, alguns produtores compraram semente de cebola de verão e estas estão na sementeira. Em Herval, a cebola semente está em fases de enchimento dos grãos, pré-colheita e colheita.

 

Bovinocultura de corte –

São boas as condições dos animais que estão em campos onde há oferta adequada de forrageiras, além de pastagem perene e anuais cultivadas. Em geral, é bom o estado nutricional do rebanho bovino, sendo que finalizou a fase do nascimento de terneiros. O período de inseminação está no final e o de entoure segue em andamento.

 

Com o bom desenvolvimento dos campos nativos, há reflexos positivos no índice de cio. Produtores priorizam cuidados com o rebanho de cria para aumentar a taxa de repetição nessa categoria animal. Alguns produtores utilizam sincronização de inseminação e IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) para facilitar o manejo e realizar o melhoramento genético de seus rebanhos. O mercado do boi e vaca para abate é estável, em um bom patamar.

 

Apicultura

A produção apícola é a mais prejudicada pelo clima chuvoso, pois as flores lavadas impedem a coleta de néctar. Há expectativas quanto ao enfraquecimento do fenômeno El Niño e quanto à possibilidade de um outono menos chuvoso e de uma temporada mais favorável de floração do eucalipto. Nesta semana, se intensificou a atividade das abelhas campeiras. As sobrecaixas já apresentam favos cheios de mel, deixando os apicultores otimistas, até porque os enxames apresentam bom estado nutricional e sanitário.

 


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