CNA discute uso da energia elétrica na aquicultura

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, houve um acréscimo de 130% nas contas de energia dos agricultores desde 2012 e 30% nas conta dos aquicultores

Produtores rurais irrigantes de todo o Brasil e da cadeia aquícola avaliam os impactos do aumento do custo com energia elétrica em função da cobrança da bandeira tarifária e de outros reajustes adotados desde o início deste ano. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), houve um acréscimo de 130% nas contas de energia dos agricultores irrigantes desde 2012 e 30% nas contas dos aquicultores.

 

Os possíveis resultados dos crescentes aumentos na cobrança de energia elétrica aplicada à propriedade rural vão desde a redução da área plantada até o impacto no custo de produção foram apresentados pelo coordenador de Sustentabilidade da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias, durante reunião da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, na sexta-feira (27/11).

 

De acordo com o coordenador, os três fatores que mais influenciam na produção de alimentos são: utilização de variedades melhoradas, que corresponde a 21%; expansão da fronteira agrícola, com 20%, e intensificação do uso de insumos agropecuários e irrigação, com 59%. “Hoje o Brasil tem uma área irrigada de 6 milhões de hectares. No entanto, tem áreas potencialmente irrigáveis de 47 milhões de hectares”, diz.

 

No Brasil, segundo dados do Censo 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o sistema de cultivo mais utilizado é o sequeiro (plantio no período chuvoso). Hoje são mais de 47,5 milhões de hectares de área colhida. O que representa um valor bruto da produção em R$ 77,55 bilhões. O valor por hectare da área custa R$ 1.632,57.

 

O sistema irrigado tem apenas 5,6 milhões de hectares de área colhida, com R$ 19,59 bilhões no VBP e R$ 4.278,86 o valor do hectare. “Apesar da área de sequeiro ser maior, o sistema irrigado tem potencial para crescer em 47 milhões de hectares, gerando um VBP de 152 bilhões de reais. A área irrigada gera 110% mais valor bruto da produção que a sequeiro”, conta Nelson Ananias.

 

 

 

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