DATA: 08/12/2015

Brasil é autorizado a embarcar gado vivo para a Bolívia

O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) viabilizará exportação de bovinos para fins de aumento do rebanho bovino Boliviano

O Brasil vai exportar, pela primeira vez, gado vivo para fins de reprodução em larga escala para a Bolívia. A autorização foi possível graças à revisão do modelo de Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), elaborado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e o Serviço Nacional de Sanidade Agropecuária e Inocuidade Alimentar (Senasag), da Bolívia.

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) contribuíram para a elaboração do certificado, considerando uma proposta de ampliação das exportações de material genético e bovinos vivos para reprodução, recém entregue ao Ministério da Agricultura, para diversos países, inclusive para a Bolívia.

 

Segundo o presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Antônio Pitangui de Salvo, a Bolívia é um país prioritário para exportação brasileira de gado vivo. Em 2014, 400 mil bovinos bolivianos morreram na enchente dos rios Beni e Mamoré, por isso o país está interessado em importar para repovoar o rebanho.

 

De Salvo também comentou sobre as negociações em curso no Brasil para a exportação de gado vivo para fins de reprodução com a Turquia e Ilhas Maurício. Além de exportação de embriões para Moçambique.

 

Outra demanda do setor produtivo é aproveitar a pauta de exportação de carne bovina in natura para os Estados Unidos e falar mais sobre a exportação de material genético. “Os produtores pedem mais atenção nesta questão para os Estados Unidos. Segundo eles, negociar esses certificados ampliaria o mercado brasileiro”, diz o presidente.

 

Para ampliar o mercado, a CNA e as entidades da cadeia trabalham junto ao Mapa para obterem também uma autorização da exportação de embrião in vitro (produzido em ambiente artificial, ou seja, em laboratório). “No momento só existe autorização para a exportação in vivo, que é pouco utilizada atualmente”.

 


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