silo - armazenagem
DATA: 10/12/2015

A capacidade de armazenamento de grãos no Mato Grosso do Sul cresceu 4%

O percentual ainda não é o suficiente para a produção do Estado, mas já representa um avanço para o setor

Com a responsabilidade de sustentar a crescente demanda nacional e internacional, a produção de grãos tem registrado consequentes recordes de produtividade, no Brasil e observada também no Mato Grosso do Sul. O potencial produtivo se depara com o gargalo da infraestrutura.

 

A notícia boa que chega dias antes do início da colheita de soja no Estado, é que há mais espaço para estocar os grãos. No comparativo de outubro de 2014 a outubro de 2015, a capacidade estática de armazenamento de grãos ampliou cerca de 4%, o que equivale a mais de 322 mil toneladas.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capacidade de armazenamento estático do Estado é de 8,4 milhões de toneladas. Somando as produções estimadas de soja e milho safrinha para temporada 2015/2016, que correspondem a 7,4 milhões de toneladas e 8,9 milhões de toneladas respectivamente, o total que supera 15 milhões de toneladas ultrapassaria a capacidade máxima de armazenamento do Estado.

 

O crescimento não é suficiente para a produção, mas para o presidente da Aprosoja/MS, Christiano Bortolotto, em relação à armazenagem, o percentual é um avanço. “Temos uma atividade agrícola dinâmica, movimento provocado principalmente pelo dólar, que possibilita vendas antecipadas de soja e milho”.

 

Mas o agricultor carrega a experiência deste entrave de infraestrutura, ele sabe bem o que é ser pressionado a vender o grão por falta de espaço para armazenar e negociá-lo no momento oportuno. Na lista dos municípios com maior crescimento da capacidade estática de estoque de grãos aparece Bonito (110%); Antônio João (80%) e Naviraí (40%).

 

Dados divulgados pela Granos Corretora mostram que 3% dos grãos de soja do ciclo passado ainda estão armazenados e 24% do milho segunda safra ainda não foi comercializado. Antecipadamente, 39% da soja safra 2015/2016 foi comercializada, enquanto o milho safrinha desta temporada, antes mesmo de ser plantado, já está 18% comprometido. Com o fluxo de entrada e saída de grãos nas unidades armazenadoras e a utilização dos silos, os armazéns seguem atendendo a demanda.

 


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