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DATA: 03/07/2017

Caminhos do agro: como o mel é produzido?

O Brasil é o décimo maior produtor de mel do mundo e o oitavo maior exportador Rebecca Emy (rebecca@sfarming.com.br)

O Brasil é o décimo maior produtor de mel do mundo e está avançando para ocupar posições mais relevantes nesse mercado. “O Brasil era o 25º produtor mundial de mel até a década de 90 e hoje somos o décimo. Rumo a ser um dos primeiros nos próximos 10 anos”, afirma Nésio Fernandes de Medeiros, Presidente da Federação das Associações de Apicultores e Melipolinicultores de Santa Catarina (FAASC).

 

De acordo com Medeiros, enquanto a produtividade média nacional gira em torno de 15 quilos por colmeia, em Santa Catarina, o maior estado produtor de mel do Brasil, os números são ainda mais relevantes. Na safra 2016/2017, Santa Catarina atingiu uma média superior a 50 quilos de mel por colmeia, mais que o triplo da média nacional.

 

Antes de chegar ao consumidor, o mel passa por alguns processos de produção. Saiba como ocorre a implantação do apiário, o manejo das colmeias, colheita, fracionamento e embalagem, distribuição e comercialização.

 

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Implantação do apiário

1- Implantação do apiário

No Brasil, existem mais de 300 espécies de abelhas. Mas a espécie mais utilizada para a produção de mel é a apis mellifera, resultado do cruzamento da abelha europeia com a africana. O apicultor pode adquirir os insetos comprando de outros apiários ou por meio de caixas iscas, recipiente com cera e própolis que atrai abelhas espalhadas pelo campo.

 

O apiário geralmente é instalado próximo de áreas de capoeira (mata em formação) ou florestas de eucalipto e deve ficar ao menos 200 metros distante de residências e rodovias. “O produto mais importante da abelha é o serviço de polinização que garante a perpetuação da espécie vegetal”, diz Medeiros.

 

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Manejo das abelhas

2- Manejo das colmeias

O manejo da colmeia é realizado de forma a interferir o mínimo possível na atividade das abelhas. Em época de florada (época em que as flores desabrocham), o apicultor aumenta o espaço interno das colmeias pois a produção do mel costuma aumentar.

 

Já na entressafra, o espaço diminui e os favos velhos são trocados por novos. De acordo com Medeiros, as abelhas rainhas costumam perder gradualmente a prolificidade (fecundidade) a partir de um ano. Portanto, é indicado aos produtores fazer a troca anualmente.

 

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Colheita do mel

3- Colheita do mel

A duração de tempo para as abelhas produzirem mel é relativa. Segundo Medeiros, a produção de mel pode demorar 60 dias ou um ano. Isso vai depender da oferta de flores e, principalmente, das condições climáticas. “Em épocas de chuvas, por exemplo, mesmo com oferta de flores alta a abelha não vai a campo, ela não produz”, explica Medeiros.

 

O apicultor sabe que o produto está pronto para a colheita quando o favo fica operculado. Isso significa ter uma “película” em volta do mel, uma película que é criada pelas abelhas quando o mel está com aproximadamente 18% de umidade. Segundo Medeiros, ao retirar o favo, os produtores passam o mel através de uma peneira e depositam o produto em tambores que variam de 20 a 200 litros.

 

Limpeza do mel

4- Limpeza, fracionamento e embalagem

Após a colheita, o mel segue para os entrepostos apícolas, onde passa por um processo de limpeza para eliminar resíduos e por análise de qualidade.

 

Como o mel é um produto de origem animal, deve respeitar o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). Em geral, o processo no entreposto envolve filtragem, fracionagem, rotulação e análises de pureza, umidade e acidez. De acordo com Medeiros, durante a fase de processamento o volume de mel acaba tendo redução de até 3%.

 

Comercialização do mel

5- Distribuição e comercialização

Após passar pelo processamento no entreposto, o custo de produção do mel fica em entre R$21,00 e R$25,00 por quilo. A partir desse momento, o mel está pronto para ser comercializado de duas maneiras.

 

O mel pode ser vendido diretamente para o comércio varejista. Dessa forma, o mel sai do entreposto direto para as mãos do consumidor cotado na faixa de R$ 35 a R$ 45. Outra possibilidade é o mel ser encaminhado para os distribuidores, que vendem para as empresas de alimentos. Nesse caso, além da cobrança de taxa de transporte, em torno de 15% a 20% em cima do valor de venda, ainda há o lucro dos distribuidores e supermercados.

 

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