Lácteos. Leite, queijos, manteiga, requeijão.
DATA: 26/01/2016

Cadeia produtiva de lácteos expande atividade em Minas Gerais

No ano passado, o setor lácteo mineiro alcançou US$ 147 milhões em valor exportado, crescimento de 6% em relação a 2014

Em Minas Gerais, o Governo vem mantendo um intenso trabalho para melhorar o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite. Com foco na melhoria da gestão e da produção, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) garante investimentos em tecnologia, assistência técnica e sanidade dos animais. Este trabalho resulta na ampliação da presença do setor lácteo na pauta de exportações estaduais.

 

No acumulado de janeiro a dezembro de 2015, os produtos lácteos mineiros alcançaram US$ 147 milhões em valor exportado, o que representa crescimento de 6%, em relação a igual período de 2014, quando foram comercializados no exterior, US$138,1 milhões. Os lácteos foram destaque na pauta de exportações mineiras.

 

O resultado consolida a importância do segmento no conjunto das vendas externas da economia mineira. Os números evidenciam a ampliação, uma vez que no período de 2011 a 2013, a quantidade de produtos lácteos exportados, variava em uma média de cinco mil toneladas por ano. Em 2014, este número saltou para 28 mil toneladas, passando para 30 mil toneladas no ano passado.

 

Produtos

Entre os produtos mais exportados estão o leite em pó, o leite condensado e o creme leite, além de queijos, manteiga e iogurte. A liderança no ranking dos principais mercados estrangeiros está com a Venezuela, que em 2014 foi responsável pela compra de 89% dos produtos exportados. Angola, Taiwan, Gana e Uruguai completam a lista dos cinco maiores compradores do setor lácteo mineiro.

 

“A sociedade demanda produtos de origem animal e nós precisamos ofertá-los em quantidade e também em qualidade”, afirma o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanês, ao recordar que Minas Gerais é o maior produtor de leite do país. Com 9,37 bilhões de litros produzidos (26,6% da produção nacional, em 2014), o Estado possui potencial para o crescimento da produtividade.

 

Inovação e tecnologia

A inovação e a tecnologia são as palavras-chave no processo de desenvolvimento da cadeia produtiva do leite em Minas Gerais. Com o trabalho desenvolvido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

 

A Epamig conduz diversos projetos com temas ligados à pecuária leiteira, cujos resultados contribuem com a melhoria do setor produtivo e da rentabilidade na produção. As ações vão desde estudos sobre forragens mais apropriadas para cada região, passando pelo manejo mais adequado tanto do pasto quanto dos animais a projetos de melhoramento genético e tecnologias que possibilitem mais segurança alimentar.

 

Ações e programas

Lançado em 2005, o Minas Leite tem o objetivo de modernizar a cadeia produtiva e agregar valor ao produto. Coordenado pela Seapa-MG e executado pela Emater–MG, o programa acompanhou, em 2015, 1.418 propriedades rurais.

 

Já o Pró-Genética (Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino de Minas Gerais), iniciado em 2006, é um programa criado pela Seapa/MG, em parceria com associações de criadores, para melhorar a qualidade genética do rebanho bovino e fortalecer as cadeias produtivas da carne e do leite, por meio do estimulo ao uso de touros melhorados e melhoradores.

 

A Chamada Pública do Leite é uma modalidade de contratação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) de serviços de assistência técnica oferecidos por entidades públicas e privadas, com execução prevista para 36 meses. A Chamada Pública do Leite atende agricultores familiares de vários municípios mineiros e teve início em 2015.

 


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