Soja
DATA: 01/03/2016

Brasil planeja investir em assistência técnica para produtores rurais

O País vai investir nos próximos anos cerca de R$ 2 bilhões em assistência técnica

O secretário executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, disse na última terça-feira (01/03) que o Brasil vai investir nos próximos anos cerca de R$ 2 bilhões em assistência técnica, especialmente para produtores que, hoje, não contam com as informações e práticas necessárias para diminuir os efeitos do aquecimento global. Carrara e o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, Humberto Oliveira, iniciaram nesta segunda-feira (29/02) uma semana de encontros, em Washington, em busca de novas parcerias.

 

Em palestra no evento Cracking the Nut, promovida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na capital americana, Carrara destacou que será fundamental, neste processo, o envolvimento dos órgãos internacionais de fomento à agricultura e pecuária estabelecidos nos Estados Unidos.

 

“O mundo terá nove bilhões de habitantes em 2050”, diz Carrara. “Assim, a capacitação – seja junto ao produtor ou à distância, via Internet – é decisiva para a agropecuária brasileira, hoje a segunda maior do mundo, alimentar esta população” Segundo ele, o Senar está se adaptando rapidamente para atender a esta demanda.

 

Carrara e o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB) falaram durante a palestra sobre a estratégia de inclusão de resiliência climática na região do sertão brasileiro com o programa Adapta Sertão, na região semiárida da Bahia, apoiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. As palestras contaram com a participação do consultor Daniele Cesano.

 

Daniele Cesano falou que os efeitos do aquecimento global já estão afetando drasticamente a região do semiárido. A seca duradoura e fora dos padrões históricos está provocando reduções de até 70% na produtividade, especialmente no milho. A única forma de enfrentar a situação é  tornar a agropecuária inteligente, com módulos sustentáveis que façam o produtor resistir a até três anos de seca.

 

Daniel Carrara contou que o setor agropecuário emprega hoje 23% da população, representando 25% do Produto Interno Bruto e mais de 46% das exportações brasileiras. Dos cinco milhões de produtores, somente 300 mil tem os recursos necessários para produzir com técnicas modernas.

 

O Senar, segundo ele, treina mais de dois milhões de produtores, com quatro mil instrutores, todos os anos. “O desafio é produzir eficientemente e sustentavelmente com técnicas que reduzam a emissão de carbono e que sejam adaptáveis às mudanças climáticas”, conta.

 

A educação a distancia do SENAR já alcança mais de 40 mil produtores, mas não está sendo ainda suficiente para atender a demanda. “Em cinco anos, precisamos chegar a 500 mil produtores e isto virá somente com a formação de mais técnicos”, concluiu Carrara.

 


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