DATA: 27/11/2015

Bovinos da raça Sindi são registrados como Puro de Origem

Os animais são descendentes diretos da segunda importação de bovinos da raça oriundos do Paquistão, realizada em 1952

Um grupo de 46 bovinos da raça Sindi, pertencente ao rebanho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi registrado como Puro de Origem (PO) pela Associação Brasileira de Criadores de Zebuínos (ABCZ). A marcação dos animais a ferro e fogo aconteceu na segunda-feira (23/11), no Campo Experimental da Caatinga, em Petrolina (PE).

 

Os animais são descendentes diretos da segunda importação de bovinos da raça oriundos do Paquistão, realizada em 1952. Desde 1996 passaram para o domínio da Embrapa Semiárido, onde vêm sendo mantidos como um rebanho fechado, sem cruzamento com outras linhagens. “Por isso pode ser considerado o gado Sindi mais puro do Brasil”, afirma a pesquisadora da Embrapa Rosângela Barbosa.

 

O registro dos animais foi recebido com muita expectativa pelos criadores da raça. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi), Ronaldo Bichuette, existia uma grande demanda de gado importado para refrescar o sangue dos rebanhos nacionais. “Agora, no entanto, não é mais preciso buscar os animais na Índia ou no Paquistão: O gado está aqui“, diz.

 

Ele explica que o refrescamento dos rebanhos é importante para evitar os defeitos no acasalamento provocados pela endogamia (cruzamento entre parentes). Como a população de Sindi no Brasil ainda é pequena, restrita a poucas famílias, é necessário buscar animais da mesma raça, mas sem parentesco, como é o caso do rebanho da Embrapa.

 

Luiz Claudio Paranhos, presidente da ABCZ, ressalta que o Sindi também está encantando criadores de outros zebuínos, a exemplo do Nelore ou Guzerá. “Nós falamos muito que ele é capaz de produzir em condições adversas, mas ele também é capaz de contribuir para produzir em condições boas. Assim, todo esse potencial que o Sindi tem se traduz em um melhor híbrido como resultado do cruzamento com outras raças zebuínas”, afirma.

 

Para ele, o registro desses novos animais é uma grande alavanca para a raça, pois se esse núcleo, que até então estava fechado só na Embrapa, começar a ser disponibilizado ao mercado, vai ajudar todos os selecionadores a ampliarem a sua variabilidade genética, para selecionar e conseguir identificar melhores linhagens de produção.

 


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