DATA: 18/11/2015

Bahia volta a exportar cacau após 26 anos afastada do mercado mundial

Retomada dos embarques da amêndoa dá novo ânimo aos produtores do Sul do Estado

O ano de 2015 deve ter menção especial na história da cacauicultura no Estado da Bahia – maior produtor nacional do fruto. Neste segundo semestre, a região retomou sua participação no mercado mundial, do qual estava afastada há 26 anos por causa da incidência da doença da vassoura-de-bruxa nas lavouras da fruta.

 

A exportação de 6,6 mil toneladas de amêndoas de cacau – avaliadas em R$ 15 milhões – deu novo ânimo aos cacauicultores baianos. Isso mostra que o setor está readquirindo a condição de exportador em potencial do agronegócio brasileiro, avalia a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura.

 

Fonte: Ministério da Agricultura

Fonte: Ministério da Agricultura

 

Esse embarque, que foi realizado no Porto de Malhado, em Ilhéus, com destino ao de Hoterdã, na Holanda, tem enorme significado para o setor cacaueiro do sul da Bahia. Esse é o resultado de uma intensa luta contra a vassoura-de-bruxa, que devastou as plantações da fruta da região em fins dos anos de 1980.

 

De lá para cá, a Ceplac coordenou uma séria de ações, com apoio de instituições de pesquisa e de assistência técnica, para combater a praga, registrada pela primeira vez em 23 de maio de 1989, em Catolé, no município baiano de Uruçuca.

 

Além de reanimar o setor, esse resultado põe a cacauicultura no eixo de estabilização da economia das regiões produtoras do Brasil, diz Edmir Ferraz, diretor substituto da Ceplac. “O país sai da condição de sexto maior produtor mundial de cacau para a quarta posição, voltando a suprir o parque moageiro instalado em Ilhéus, cuja capacidade estimada entre 230 mil e 248 mil toneladas de amêndoas.”

 


Comente essa notícia.

Faça seu cadastro ou login gratuito para enviar comentários.

Leia mais