Senar auxilia produtores de leite e hortifrutigranjeiros em Ponta Porã

Os produtores tiveram um aumento médio de 40% na produtividade do leite e até 150% na rentabilidade em Mato Grosso do Sul

Um grupo de 90 pessoas teve a oportunidade de conhecer, nesta semana, o trabalho de assistência técnica realizado pela equipe do programa Mais Leite do SENAR/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, no assentamento Itamaraty, em Ponta Porã. Os números apresentados, relativos às atividades de 2015, comprovam a eficiência da metodologia de ATeG – Assistência Técnica e Gerencial.

 

Com aumento médio de 40% na produtividade do leite e até 150% na rentabilidade, os produtores assistidos destacaram a importância do atendimento técnico do Senar/MS. Um dos depoimentos veio da produtora familiar Celina David, que se dedica à produção leiteira há 10 anos. “Quando a Fernanda (técnica de campo) começou a nos atender, a produção era de 17 litros diários e, após alguns meses, chegamos a 45 litros com o mesmo número de animais. O que mais me chamou atenção foram as orientações, simples e eficientes”, observa.

 

Em dezembro de 2016 dona Celina completa dois anos no programa e revela: “Fiquei muito sentida em saber que a Fernanda não irá mais nos visitar todo mês, mas, ao mesmo tempo fico orgulhosa de saber que consigo andar com minhas próprias pernas. Já falei pro meu filho, Claudemir, que vamos contratá-la quando deixarmos o Mais Leite”, planeja a produtora.

 

Segundo a coordenadora de programas  ATeG do SENAR/MS, Mariana Urt, a afirmação da participante confirma a missão da metodologia proposta pela instituição. “O objetivo do nosso trabalho é oferecer ao produtor participante condições técnicas para que ele possa desenvolver sua produção com qualidade e rentabilidade. Por isso, nossa equipe trabalha com diagnóstico, capacitação e orientação de manejo”, detalha.

 

A técnica de campo do SENAR/MS, Fernanda Lopes, explica que o início do trabalho no assentamento foi complexo em razão da falta de conhecimento. “Observei que o manejo era feito de forma amadora e carecia de técnica e capacitação. Atualmente, acompanho que a transformação é visível, desde a aparência até nos investimentos realizados na propriedade, em razão do aumento na lucratividade”, pontua.

 

Na oportunidade foram apresentadas as diretrizes do programa Hortifruti Legal, que atualmente está presente em oito municípios, com 288 produtores assistidos. O presidente da Associação de Hortifrutigranjeiros do Assentamento Itamaraty, Luiz Antônio Dias Monteiro, acompanhou a explanação com interesse e afirmou que há muitas famílias interessadas em profissionalizar a produção. “Somamos 120 famílias com produção de vegetais e hortaliças, no entanto, temos carência de técnicas. O que sabemos aprendemos com nossos pais e, por isso, estamos animados com a possibilidade de participar do programa do SENAR/MS”, declara.

 

Monteiro ressalta que, entre os associados, 30 se dedicam exclusivamente à produção de hortifrutigranjeiros. O objetivo é mobilizar mais famílias, já que existe possibilidade de escoamento via programas federais como o PAA – Programa de Aquisição de Alimentos e o Pnae – Programa Nacional de Alimentação Escolar. “Há três anos fornecemos produtos para a prefeitura, porém, não temos condições de pagar por assistência técnica. Por isso estamos aqui para saber como participar do Hortifruti Legal”, argumenta.

 

Deixe seu comentário

Leia mais