Alface

Assentado forneceu 10 mil pés de alface para supermercado

O agricultor também entregou 1, 5 mil maços de cheiro verde, 500 maços de rúcula, 300 maços de coentro e mil maços de couve

O assentado Dilson Vanderlino Lopes, também conhecido como Alemão, entregou na quinta-feira (11/02), à uma rede de supermercados, em Campo Grande (MS), um carregamento de hortaliças, com destaque para 10 mil pés de alface. O agricultor entregou também 1, 5 mil maços de cheiro verde, 500 maços de rúcula, 300 maços de coentro e mil maços de couve. A produção veio de seu lote e de mais outros cinco parceleiros que se juntaram para ajudar o supermercado a promover uma enorme feira verde, para marcar a inauguração da ampliação de uma das suas três lojas na capital.

 

Segundo Alemão, que é assentado há nove anos no PA Eldorado Parte, no município de Sidrolândia (MS), a entrega corresponde ao volume produzido e vendido pelo grupo em uma semana. “Combinamos de participar da promoção, uma parceria que está dando certo para nós”. O assentado pertence a um grupo maior, de 40 produtores, que abastece também outros supermercados da região, além de vender para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e em feiras livres.

 

Semana Santa

Alemão está investindo em outra frente de produção, que é o peixe. Há seis meses ele iniciou no seu lote a produção de tilápias em três pequenos tanques. Os 2,3 mil alevinos, colocados nas águas dos tanques, já vão permitir a venda de mil quilos de peixe na semana santa. A expectativa é de uma produção de três toneladas do pescado.

 

Lopes avalia que a demanda por produtos da reforma agrária é maior que a produção. Para reduzir os gastos com frete, o assentado está providenciando a aquisição de um caminhão pelo programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “A logística come grande parte de nossos rendimentos”, afirma.

 

Para o superintendente do Incra/MS, Humberto de Mello Pereira, o olhar da sociedade sul-mato-grossense para a reforma agrária está mudando. “Já se percebe nos assentados melhora do modo de vida, aumento da auto estima, ascensão sócio-econômica”, diz. “Também está reduzindo o preconceito, a sociedade está sabendo que grande parte do alimento que ela consome vem dos assentamentos.”

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