DATA: 08/01/2016

Anomalia misteriosa ataca mamoeiros e preocupa produtores em Roraima

A anomalia, que ainda possui causa desconhecida, foi observada em plantas nos municípios de Bonfim, Alto Alegre, Boa Vista e Rorainópolis

Uma produção de 1.517.696 toneladas ao ano faz do Brasil o segundo produtor mundial de mamão. Em Roraima, o produto também é bastante difundido e apreciado, porém, uma anomalia nos mamoeiros da região está preocupando os produtores locais.

 

Para identificar a causa do problema, que afeta a produção e causa a morte da planta, a Embrapa Roraima iniciou uma série de pesquisas em colaboração com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

 

Causa desconhecida

A anomalia, que ainda possui causa desconhecida, foi observada em plantas nos municípios de Bonfim, Alto Alegre, Boa Vista e Rorainópolis, regiões que apresentam condições de solo e clima distintas entre si. Entre os sintomas do problema estão a redução da área foliar, a presença de manchas oleosas, redução do broto apical (ponteiro), da floração e amarelecimento das folhas.

 

De acordo com o pesquisador Daniel Schurt, diversos produtores entraram em contato com a Embrapa relatando o problema. “Fizemos os primeiros testes em nosso laboratório de Fitopatologia para as principais doenças da cultura e, inicialmente, não foi confirmada a presença de nenhuma delas. Então, entramos em contato com especialistas em virose de mamão da Esalq para uma análise mais detalhada, mas que também não revelou a razão da anomalia”, conta o pesquisador.

 

Estudo de campo

O segundo passo adotado foi a realização de um estudo de campo em alguns dos mamoeiros afetados.  Para isso, a Embrapa articulou a visita do professor da área de Virologia Vegetal da Esalq, Jorge Rezende. Os pesquisadores visitaram propriedades que apresentavam mamoeiros com anomalia. Todo o material coletado está sendo novamente analisado no Laboratório da Unidade. Também foram encaminhadas amostras para uma segunda análise em São Paulo.

 

Schurt afirma que a Embrapa está ciente do problema e está buscando estudar a causa e propor uma solução para os produtores locais. “Vamos continuar as pesquisas para saber se estamos lidando com uma doença, praga, ou se é algo relacionado a questões nutricionais ou climáticas”, diz.

 


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