DATA: 22/10/2015

Algodão colorido, gergelim e amendoim são apresentados na SemiáridoShow

A feira que acontece em Petrolina (PE) é organizada pela Embrapa e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada

Algodão colorido, gergelim, amendoim e mamona são algumas das culturas apresentadas pela Embrapa na SemiáridoShow 2015, considerada a maior feira voltada para a agricultura familiar da região Nordeste. Organizada pela Embrapa e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), a feira acontece de 20 a 23 de outubro, em Petrolina, PE.

 

Uma das alternativas que está sendo apresentada pelos pesquisadores e técnicos da Embrapa aos agricultores familiares é a produção de algodão com características especiais, como o colorido e o agroecológico, que permitem obter de preços diferenciados em relação ao algodão convencional, agregando valor à produção. As variedades disponíveis são a BRS Topázio, de cor marrom-clara, BRS Verde, BRS Rubi e BRS Safira, de cor marrom-avermelhada.

 

Para a pesquisadora da Embrapa Algodão, Nair Arriel, o gergelim pode ser outra opção de renda para a agricultura familiar na região Nordeste. “O gergelim tem ciclo curto, é pouco exigente em água e insumos, e se adapta bem às condições climáticas do Semiárido”, afirma. A variedade disponível é a BRS Seda, com sementes de coloração branca que possuem maior valor comercial, principalmente para indústrias de alimento e confeitarias.

 

Também está sendo exposta na feira a BR1, cultivar de amendoim de maior disseminação no Nordeste. A cultivar apresenta tolerância à seca e a cercosporioses (doenças que atacam as folhas). É indicada para cultivo nas regiões de Tabuleiros Costeiros de Sergipe, Zona da Mata, Agreste, Araripe e vales irrigados de Pernambuco, Recôncavo Baiano e Brejo da Paraíba.

 

Outra cultura que emprega mão de obra familiar, especialmente no Semiárido baiano e cearense, é a mamona. Durante a feira, a Embrapa está apresentando três cultivares de mamoneira: BRS Nordestina, BRS Paraguaçu e BRS Energia. A BRS Nordestina e BRS Paraguaçu foram desenvolvidas para a região semiárida brasileira, mas têm mostrado adaptação a diferentes ecossistemas em que se utilizem plantio e colheita manual. Podem ser semeadas em sistemas de monocultivo ou consórcios.

 

 


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