Agronegócio se posiciona contra o Governo e reforça pedido de impeachment

Aprosoja Brasil, CNA, Sociedade Rural Brasileira e a bancada ruralista engrossam o coro contra o mandato de Dilma Rousseff

Entidades do agronegócio se posicionaram contra o Governo de Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira (17/03), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) manifestou indignação com a indicação do ex-presidente Luiz Inácio da Silva para o cargo de ministro da Casa Civil. “Trata-se de uma afronta à sociedade brasileira, que espera esclarecimento na justiça das denúncias e comprovações de evidencias de que Lula cometeu crime de lesa-pátria”, diz o presidente Almir Dalpasquale.

 

Segundo a Aprosoja, é ultrajante a ideia de que o governo conceda abrigo no cargo de ministro ao ex-presidente, dando-lhe foro privilegiado. Mas, a entidade afirma ficar ainda mais perplexa que a presidência da república considere Lula como uma “bala de prata” de sua gestão.

 

“Ora, Lula se tornou um símbolo da corrupção e incompetência da esquerda populista de manter o país em um caminho de progresso, levando toda a pátria a beira da bancarrota”, afirma o presidente da Aprosoja. “Manifestamos nossa desaprovação com a condução política e elevamos o clamor da sociedade para que o processo de impeachment prospere e chegue a cabo.” Clique aqui para conferir a nota de repúdio da Aprosoja Brasil.

 

Produtores vão protestar

A Aprosoja Mato Grosso está convocando produtores e representantes do agronegócio para reunião de mobilização na próxima segunda-feira (21/03), às 16h na sede do Senar MT. O objetivo do encontro é organizar manifestações. “Tornamos pública a necessidade urgente de imediata substituição do Governo Federal. A participação de todos os brasileiros que, como nós, desejam que a ordem nacional seja restabelecida é importante para atravessarmos este momento crítico”, afirmou a Aprosoja Mato Grosso.

 

Caminhoneiros bloqueiam estradas

A BR-163, em Lucas do Rio Verde (MT), foi bloqueada por grupos de caminhoneiros nesta quinta-feira (17/03). O movimento é organizado através de redes sociais pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), um grupo independente de caminhoneiros.

 

Houve manifestações também em rodovias de Santa Catarina, especialmente no município de Concórdia, e há também bloqueios em estradas de Minas Gerais. “O Brasil começou a parar. Os produtores, junto com os caminhoneiros, não aguentam mais essa roubalheira no País”, diz o caminhoneiro Ivar Luiz Schmidt, um dos organizadores do movimento.

 

Outras entidades já se posicionaram

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) afirmou que espera o resgate da credibilidade das instituições e o imediato restabelecimento da ordem pública, que garanta condições para a construção de um novo governo. “Defendemos que isso seja feito de forma rápida e dentro da legalidade em face da inexistência de qualquer sinal de governabilidade no Brasil”, afirmou a associação. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nota oficial (clique aqui para ler) contra o Governo na quarta-feira (16/03). Antes disso, o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Gustavo Diniz Junqueira, defendeu o impeachment de Dilma Rousseff, em artigo que foi publicado no jornal Folha de S. Paulo.

 

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pede pressa no rito do Impeachment

Em reunião na quarta-feira (16/03), os parlamentares que integram a bancada ruralista deliberaram favoravelmente pelo apoio formal ao impeachment da presidente Dilma. Além disso, a FPA pede agilidade nesse processo.

 

“A sociedade e o segmento produtivo rural em particular não suportam mais conviver com esse momento penoso e essa duradoura expectativa. Os fundamentos políticos e econômicos nos mostram que essa crise será duradoura, caso não se estanque aqui e agora pelas vias legais de que dispõe o Estado Democrático de Direito”, disse a FPA em nota. “A verdade é que a Nação não suporta mais essa vexatória situação.”

 

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