DATA: 16/02/2016

Agricultora fornece leite para escolas públicas do Distrito Federal

Atualmente, a propriedade tem 42 cabeças de gado e produz oito mil litros de leite por mês

Todos os dias, Delma Evangelista do Carmo se levanta da cama às seis horas e, mesmo antes de tomar o café, ordenha suas vacas leiteiras. Ao todo, são 42 cabeças de gado, que produzem oito mil litros de leite por mês. Ao sair da propriedade de Delma, localizada no Assentamento Buritis, em Luziânia (GO), o produto percorre 24 quilômetros de estrada de chão e outros 86 quilômetros asfaltados até chegar aos alunos da rede pública do Distrito Federal.

 

Além da ordenha pela manhã, Madame, Tulipa, Soraia e outras vacas também dão leite à tarde. “Todas elas têm nome, quando eu chamo, elas entendem”, conta Delma. “A gente acaba conversando todo dia.”

 

Delma foi uma das fundadoras do Assentamento Buritis, criado há 17 anos, e tornou-se presidente da Associação de Agricultores local, a Astro Buriti, que possui 80 associados. “Não sabíamos o que significava reforma agrária, éramos trabalhadores rurais e tivemos a chance de conseguir uma terra para nós”, diz. “Entramos aqui em fevereiro de 98 e começamos a acessar crédito rural em 2002.”

 

Politicas públicas ampliam produção

De 2002 pra cá, Delma acessou o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) cinco vezes. Em todas as oportunidades, ela usou o recurso financeiro para potencializar a produção leiteira. O que no início rendia R$ 2 mil por mês, hoje, com a compra de gado e equipamentos, saltou para R$ 6,5 mil mensais.

 

“No primeiro acesso, comprei sete vacas e plantei dois hectares de milho, fui aumentando aos poucos”, conta a produtora. “Hoje tenho 42 cabeças de gado, entre grandes e pequenos. Depois dos gados, ela começou a investir em infraestrutura pelo Mais Alimentos e comprou um tanque de armazenamento e uma ordenha mecânica.

 

A produção é toda comercializada por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e abastece as escolas públicas do Distrito Federal. Segundo Delma, a qualidade do leite é tão importante quanto o amor com que ela o produz. “Eu gosto muito daqui, e o principal pra dar certo é gostar do que se faz”, afirma. “Minha filha, que já é casada, vem aqui me ajudar, eu chamo alguns ajudantes, mas eu estou sempre trabalhando, é o meu combustível.”

 


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