Milho
DATA: 29/01/2016

Adubação correta do milho otimiza a produção de silagem

A silagem é o principal destino do milho produzido no País

Pelo menos 40% do milho produzido no País no verão tem a silagem como principal destino. Por conta disso, empresas, órgãos de pesquisa e da extensão rural precisam ficar atentos e ajudar o produtor a obter os melhores resultados, uma vez que a silagem é fundamental para o ano inteiro.

 

O alerta foi dado pelo supervisor de desenvolvimento de produtos da Riber KWS Sementes, o agrônomo Dimas Cardoso, durante o 2º Simpósio Regional de Produção de Silagem de Milho e Sorgo, da Embrapa Gado Leite. No Brasil, várias regiões adotam o sistema safra-safrinha de milho. A adubação é condição fundamental para obter melhores resultados na silagem e também na produção de grãos. Cardoso aponta como essencial para o sucesso do sistema o pleno conhecimento das características do solo.

 

“Ao fazer a análise antes de plantar, o produtor conhece as características de toda a área de plantio, onde é mais produtivo e onde requer correção de determinado nutriente. Isto evita trabalhar a adubação pela média, o que compromete a produtividade”, conta.

 

Falando ainda sobre o solo, o agrônomo destaca a importância de medir o grau de compactação para fazer as devidas interferências e correções na adubação. O resultado é maior aprofundamento das raízes, tornando a planta mais resistente ao período seco e aumentando sua tolerância a pragas, estresse e doenças.

 

A correção dos nutrientes pode ser feita com calagem, gessagem ou potassagem, dependendo da necessidade de reposição de cálcio, enxofre, magnésio, potássio ou outros elementos. A gessagem, por exemplo, contribui para a manutenção dos nutrientes e a eficácia no aprofundamento das raízes. “São cuidados importantes, que vão garantir a manutenção da alta produtividade do sistema”, diz.

 

Outro ponto importante citado por Cardoso é evitar a monocultura. Entre os cultivos recomendados para o inverno no sistema safra-safrinha está o de Brachiaria decumbens, que proporciona colheita rápida e melhor recuperação do solo. Dimas Cardoso também ressalta a importância de medir sempre os resultados para verificar a eficiência das correções. “Se você não puder medí-los, também não poderá gerenciá-los”, afirma. “Neste sentido o papel do técnico extensionista tem fundamental importância na orientação ao produtor”, diz.

 


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