DATA: 19/10/2015

Adab quer evitar doenças transmitidas por aves migratórias

Com o início do período de migração de aves da América do Norte para o Brasil aumenta a chance de entrada de doenças na Bahia

A Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), através de sua Agência de Defesa Agropecuária (Adab), está realizando o monitoramento sorológico para doenças nos criatórios de aves domésticas de fundo de quintal e no entorno dos principais sítios de pousos migratórios no Estado. É que começou o período de migração de aves da America do Norte para o Brasil, o que representa perigo diante da possibilidade de entrada de aves doentes também na Bahia.

O diretor de Defesa Animal da Adab, Rui Leal, revela que a presença de espécies de aves migratórias no litoral da Bahia em locais como Mangue Seco, no município de Jandaíra, em Cacha Pregos, na ilha de Vera Cruz, em Barra de Serinhaém, município de Ituberá, e em Corumbal, município de Prado, confirma a existência de uma grande rota costeira intercontinental. Rui Leal afirma que “as aves migratórias são consideradas reservatório do vírus da influenza aviária e da doença de Newcastle, podendo propagar essas enfermidades para aves domésticas a exemplo de galinha, ganso e pato.”

“A prevenção é a melhor arma”, afirma o secretário estadual da Agricultura, Paulo Câmera, lembrando que o status de livre dessas doenças, conferido pelo Ministério da Agricultura (Mapa), atende as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com sede em Paris para exportação de carne avícola. As normas elaboradas pela OIE, referências mundial para sanidade animal e zoonoses, são reconhecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Casos de gripe aviária foram detectados no Canadá, Estados Unidos da América e no México, trazendo grande prejuízo a cadeia produtiva e principalmente ao produtor, desde ano passado até agora mais de 55 milhões de aves foram afetadas.

De acordo com o coordenador do Programa de Sanidade Avícola, Itamar Garrido “o monitoramento dos sítios de pousos é realizado anualmente, identificando as residências com criatórios de aves de subsistência, situadas num raio de 10 km ao redor do sítio de pouso”. Ele explica que “fazemos o cadastramento georreferenciado desses criatórios e os médicos veterinários coletam sangue, material da cloaca e da traquéia das aves domésticas com probabilidade de contato com aves migratórias. Todo material é submetido a exames de laboratório”.


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