Grãos de soja.
DATA: 09/12/2015

Abiove apresenta ações de sustentabilidade na sojicultura brasileira

Sociedade civil elege o Brasil como exemplo a ser seguido na sustentabilidade da soja e acompanha a delegação chinesa em visita à Abiove

Uma delegação de 13 executivos de corporações chinesas participou na segunda-feira (07/12) de uma tarde de palestras em São Paulo sobre a sustentabilidade da soja brasileira e os avanços na governança ambiental do País.

 

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, apresentou as ações estratégicas da cadeia da soja para melhorar a sustentabilidade, a exemplo da Moratória da Soja e do Programa Soja Plus, que ilustram o compromisso setorial em ofertar ao mercado internacional um produto de origem sustentável.

 

Bernardo Pires, gerente de sustentabilidade, explicou o desafio de conciliar a produção de alimentos com a conservação da biodiversidade. Apresentou, também, as exigências do novo Código Florestal e a melhoria significativa da governança pública ambiental nos últimos dez anos.

 

Os dirigentes da Abiove ressaltaram a importância de a China importar mais produtos com valor agregado do Brasil, como farelo de soja e óleo. O Estado chinês tem uma política clara de apoio à agregação de valor e à geração local de emprego, por   meio   de   um   conjunto   de   medidas:   escalada   tarifária,   investimento governamental  na  indústria,  fornecimento  de  matéria-prima  pelo  governo.

 

Exemplo recente do  fortalecimento  do  intervencionismo  estatal  chinês  foi  a realização  de  investimento  em  empresas  internacionais  de  originação  de  soja em  grão.  A China  também  protege  o  seu  mercado  de  valor  agregado  com barreiras  técnicas  e  sanitárias.

 

David Cleary, diretor de agricultura da TNC, diz que o objetivo da missão é informar aos compradores chineses sobre a origem da soja brasileira, cujas exportações são destinadas majoritariamente para a China. “Queremos que os chineses conheçam as iniciativas de sustentabilidade na sojicultura, que fazem do Brasil o país mais avançado na América do Sul nessa matéria”.

 

Na China foi constituído o Grupo de Trabalho da Sustentabilidade da Soja, formado por empresas importadoras e pelas ONGs TNC, Solidaridad e WWF. A China importa soja também da Argentina e do Paraguai, países que a missão visitará em 2016. Segundo Cleary, é importante que os importadores chineses façam a comparação entre os três países e cobrem de argentinos e paraguaios “o mesmo grau de empenho do Brasil”.

 


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