DATA: 06/10/2015

Abertura do Plantio Nacional da Soja é realizada no Tocantins

Aprosoja Brasil oficializa o plantio da oleaginosa com debates no município de Porto Nacional

Com muita chuva e com cinco plantadeiras em campo que, nesta terça-feira (06/10), o município de Porto Nacional, em Tocantins, recebeu a Abertura Nacional do Plantio da Safra 2015/2016. O evento aconteceu na fazenda Frigovale (localizada a 50 quilômetros de Palmas,) e contou com mil participantes, entre produtores rurais, representantes de entidades e autoridades locais.

O evento do Plantio em Tocantins teve como objetivo reforçar o desenvolvimento dessa nova fronteira agrícola do país. Tocantins faz parte da região MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia) que cada vez mais, está mostrando seu potencial econômico. Atualmente, segundo a CONAB, 10% da produção de grãos do país vem do matopiba e a previsão é que a região colha 10,65 milhões de toneladas de soja na safra 2015/2016.

Para o presidente da Aprosoja TO, Rubem Ritter, o evento é uma forma de oficializar nacionalmente que o estado vem crescendo. “Nesta safra Tocantins deverá aumentar em 5% área plantada, ou seja, a cada safra nosso recorde vem batendo e estamos mostrando o potencial dessa nova fronteira agrícola”, disse o presidente da Aprosoja TO.

A Abertura Nacional do Plantio é uma realização do projeto Soja Brasil, que tem o intuito de levar informação aos produtores de todo o país, explicou o presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale. “Nossa meta é levar o debate aos produtores, ouvir as reivindicações da classe e trabalhar com prioridade demandas do setor”, afirmou Dalpasquale.

Um dos atrativos da Abertura do Plantio foram os debates sobre política fitossanitária, pragas nas lavouras, Manejo Integrado de Pragas (MIP) e biotecnologia.O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, frisou a importância da cadeia de soja para a economia do país e reforçou a necessidade de governo federal ser mais ágil na liberação de novos defensivos agrícolas.

Segundo Fabrício, muitas vezes a entrada de um novo produto demora em torno de sete a dez anos, situação que se torna desinteressante ao produtor. “Da forma que é feita hoje a liberação de novos ativos, não é conveniente, pois quando os produtos chegam aos produtores eles estão desatualizados e as pragas já estão resistentes”- explicou o executivo da Aprosoja Brasil.

Ainda durante seu discurso Fabrício lembrou que na última semana, o Ministério da Agricultura (Mapa) liberou uma lista de novos princípios ativos que devem ser registrados pelo órgão o mais breve possível. O executivo destacou que essa “conquista” aconteceu devido ao empenho da Aprosoja Brasil e das entidades estaduais.

Outro destaque do evento foi a participação do Rafael Pitta, pesquisador da Embrapa. Pitta destacou a importância do Manejo Integrado de Pragas para manter a sustentabilidade das lavouras. De acordo com o pesquisador o MIP é fundamental para aumentar a produtividade e consequentemente a rentabilidade.


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