Viveiro escavado
DATA: 05/03/2016

4 dicas de construção de viveiros escavados para a criação de peixes

O manejo dos peixes durante o ciclo de produção se torna mais fácil com uma estrutura bem planejada Gabriela Rodrigues *

A construção de viveiro faz parte da atividade de planejamento da piscicultura. Os viveiros servem para várias finalidades, como a manutenção de reprodutores, alevinagem ou engorda, e o manejo dos peixes durante o ciclo de produção se torna mais fácil com uma estrutura bem planejada.

 

Porém, antes de planejar a construção de viveiros, é importante que o produtor já tenha realizado o plano de negócios e o planejamento da produção. O plano de negócios vai ajudar o produtor a responder questões estratégicas, entre elas saber quais são as espécies de peixe que o mercado local precisa, quem vai vender a produção e como será realizado o transporte do produto.

 

1 – Clima

Para a construção do viveiro é fundamental que o produtor observe se o clima no local onde os viveiros serão construídos é compatível com as exigências da espécie escolhida e quais estruturas serão escolhidas para a produção. A adequada escolha da espécie é essencial para o sucesso da atividade.

 

“É importante que o produtor saiba que espécies de clima tropical podem sobreviver em ambientes frios e espécies de clima frio ou temperado podem sobreviver em ambientes tropicais. Mas isso não quer dizer que o peixe possa exprimir o seu potencial de cultivo em um ambiente que não é da sua origem”, diz Giovani Bergamin, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

 

Segundo Bergamin, a reprodução dos peixes é uma fase muito delicada. “A reprodução é uma função de luxo no organismo, ela só vai acontecer quando todos os fatores climáticos e de ambiente tiverem de acordo com as exigências da espécie”, afirma.

 

2 – Fornecimento de água

Antes da escolha do local especifico para a locação dos viveiros, é necessário observar as restrições ambientais da região. Observar a disponibilidade e a qualidade da água para o cultivo também é fundamental. Rios, córregos, represas, açudes, minas, poços e até mesmo a água captada da chuva podem ser utilizados como fonte de água para a piscicultura. A qualidade e quantidade de água disponível devem ser compatíveis com a exigência do projeto.

 

3 – Topografia e relevo

A topografia e o relevo são outros pontos que merecem atenção. É indicado dar preferência aos terrenos planos e com declividade suave, pois possibilitam uma menor movimentação de terra. Com relação ao solo, deve-se dar preferencia a solos com baixa permeabilidade, evitando custos com impermeabilização. Os solos ideais são solos com textura média, com 30 a 40% de argila.

 

– Manejos dos peixes

Ter uma estrutura funcional bem planejada é essencial para o manejo dos peixes, portanto, definir a finalidade dos viveiros que serão construídos é fundamental. No caso dos viveiros para a realização da fase de engorda, geralmente existem viveiros destinados a recria e outros destinados à terminação. No geral, os viveiros para a recria de peixes possuem tamanhos variando de 250 a dois mil metros quadrados. Enquanto os de fase de terminação costuma ter de dois mil a 10.000 metros quadrados.

 

O vídeo da Embrapa Pesca e Aquicultura apresenta com detalhes os cuidados necessários para o sucesso na construção de viveiros, para conferir clique aqui.

* Por Gabriela Rodrigues, com supervisão de Darlene Santiago

 


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