DATA: 16/12/2015

16 dicas dos americanos para 2016

Saiba como os produtores dos Estados Unidos se preparam para garantir o sucesso da lavoura na próxima safra Gil Gullickson, editor de tecnologia de culturas

Não dá para controlar o tempo, nem o mercado. O que podemos fazer, no entanto, é controlar as técnicas agrícolas de sucesso comprovado para encher os silos e conseguir atravessar os momentos difíceis de orçamento apertado.

 

“Com as tecnologias que temos hoje, que nos ajudam tanto, é possível abandonar as estratégias convencionais, que eram consideradas uma questão de bom senso”, explica Bob Nielsen, agrônomo do programa de extensão da Universidade de Purdue. “Porém, melhor do que isso é poder combinar as técnicas agrícolas e o bom senso.”

 

Apresentamos a seguir 16 dicas de especialistas do setor, de programas de extensão agrícola e produtores, que ajudam a atravessar o instável clima econômico da atualidade. Algumas dessas ideias custam dinheiro, outras tomam tempo. Outras não custam nada e nem tomam tempo, basta simplesmente adotar o bom senso nos procedimentos de manejo.

 

1 – Não economize tempo na seleção das suas sementes

“Muitos produtores acabam não gastando tempo suficiente na avaliação dos resultados da sua lavoura”, explica Troy Deutmeyer, agrônomo de campo da DuPont Pioneer de Dyersville, Iowa. “Os RTVs das empresas de semente poderiam fazer essas avaliações pelos produtores, mas estes últimos não deveriam deixar de fazer suas próprias avaliações.”

 

Porque vale a pena: dados da Universidade do Estado de Iowa (ISU) revelam que a produtividade alcançada pode variar de 40 a 50 bushels por acre entre dois híbridos no mesmo terreno, com os mesmos insumos. Esses dados também mostram que os fatores ambientais podem levar uma variedade de soja a obter melhores resultados que outra, na mesma área, com uma diferença de 15 a 20 bushels por acre.

 

2 – Vá além dos campeões nos testes de campo

“Todo mundo quer encontrar a semente mágica, o híbrido que funciona ano após ano”. É o que diz Mark Riehl, agrônomo da DowAgroSciences e atuante no estado de Michigan.

 

Na verdade, esse híbrido nunca existiu. Mas o Pioneer 3394 chegou bem perto desse resultado no início dos anos 90. Se esse híbrido tão procurado, de tão alta produtividade, constituísse uma empresa de uma única semente, teria conseguido tornar-se o segundo maior fornecedor de sementes do mundo no ano de 1994.

 

Mas, conforme comenta Riehl, “todo híbrido tem seu calcanhar de Aquiles”. O ponto fraco do Pioneer 3394 era a cercosporiose, fato que os representantes da Pioneer avisaram exaustivamente os produtores. E finalmente, em 1995, as condições meteorológicas foram favoráveis ao desenvolvimento essa doença, que infestou e dizimou as lavouras com esse híbrido.

 

Não se esqueça disso quando surgir um campeão nos ensaios-piloto na sua área, que consiga resultados fenomenais ano após ano. Ao planejar a sua estratégia, tente descobrir o ponto fraco da semente milagrosa. Você só tem a ganhar. “Vá atrás do máximo de dados da empresa da semente, bem como de fontes independentes”, alerta Nielsen, da Purdue.

 

Porque vale a pena: a coleta de grandes quantidades de dados revela não apenas os pontos fortes de um híbrido ou variedade, mas também suas fraquezas.

 

3 – Só plante milho com proteção contra a diabrótica se realmente for necessário

Brian Herbst, de Kasson, estado de Minnesota, nos Estados Unidos, conhece bem o estrago que a Diabrótica pode causar.  Mas, até o momento, não encontrou quantidades suficientes de larva-alfinete que justificassem o plantio de milho resistente à Diabrotica. E com isso, economiza. “Consigo comprar milho convencional pela metade do preço do transgênico”, explica.

 

Mas essa estratégia é questionável. A maioria das empresas de sementes associou as melhores genéticas aos seus pacotes de eventos. Por isso a preocupação, pois nem sempre o milho convencional possui a melhor genética.

 

E Herbst admite que essa é uma desvantagem. Mas acrescenta que há empresas que oferecem híbridos convencionais competitivos. “Já trabalhei com a AgReliant [Genetics], e eles apresentam excelentes resultados com o milho convencional”.

 

Porque vale a pena: pode-se fazer economia plantando híbridos de milho que não possuem a proteção contra Diabrótica em áreas com baixo risco para essa praga.

 

4 – Compre milho com proteção contra diabrótica para as regiões com risco dessa praga

Mas há um outro lado da moeda. “A Diabrótica pode causar muito estrago em apenas um ano”, de acordo com Sean Evans, gerente de desenvolvimento de tecnologia da Monsanto. “A Diabrótica pode evoluir rapidamente de um grupo pequeno de indivíduos a uma grande população.” É importante prestar atenção à Diabrótica, especialmente se a sua propriedade está localizada em uma área que passa por um longo período de diapausa.  Nesses casos, a Diabrótica costuma agir sobre a rotação milho-soja, alternando a postura de seus ovos: primeiro eclode na soja e, dois anos depois, no milho.

 

A variante Diabrotica virgifera virgifera também sabota a rotação de culturas ao colocar seus ovos na soja e eclodindo no milho no ano seguinte. É por isso que Herbst monitora cuidadosamente a sua propriedade, em busca de qualquer sinal da Diabrótica.  E aconselha: “quem tiver problemas com a Diabrótica deve usar o milho transgênico.”

 

Porque vale a pena: “No caso das sementes convencionais, registramos perdas de produtividade de 60 a 80 bushels por acre,” explica Evans.

 

6.6

É a perda de bushels por acre causada por uma única larva da broca do colmo alojada em cada uma das plantas antes do pendoamento.

Fonte: Universidade de Purdue

 

5 – Cuidado com a broca do colmo

Há trinta anos, no verão, em qualquer parada em um posto de gasolina era necessário ficar passando rodinho no vidro da frente, para tirar as mariposas da broca do colmo que teriam grudado nele durante o trajeto.

 

Hoje em dia, é quase impossível encontrar essas mariposas voando por aí. Será que essa praga desapareceu? A resposta é: não, não e não. Segundo Kevin Steffey, líder de transferência de tecnologia da Dow AgroSciences, a praga “não está se extinguindo”. A broca do colmo ainda pode causar estrago se abandonarmos as sementes com proteção contra essa broca.

 

Porque vale a pena: “A broca do colmo consegue sobreviver em cerca de 200 espécies de plantas”, explica Steffey. “Ela está literalmente à espreita, nas ervas daninhas, esperando que baixemos a guarda.”

 

6 – Aplique um herbicida residual na pré-emergência

“O melhor momento de matar uma erva daninha é antes da emergência”, explica Luke Peters, gerente de produto de herbicidas do milho da Dow AgroSciences. Um herbicida pré-emergente residual pode impedir essas pragas de roubar luz, água e nutrientes da lavoura na fase de plântula.

 

E existe sempre o risco meteorológico. O tempo seco pode parar a ativação do herbicida, ao passo que chuvas em excesso podem lavar o herbicida, retirando-o da zona de germinação da erva daninha.  A aplicação de um herbicida de efeito residual na pré-emergência aumenta os custos gerais em US$15 a 25 por acre .

 

Porque vale a pena: mais do que uma despesa, trata-se de um investimento. Dados extraídos de ensaios, compilados pelas universidades de Purdue e Ohio, revelam que o acréscimo de um herbicida pré-emergente ao glifosato pós-emergente aumenta a produtividade da soja de 4 a 9 bushels por acre. Mesmo com o acréscimo de US$8 por bushel de soja, os ganhos de US$32 a 72, por acre, foram mais que suficientes para pagar a aplicação do herbicida na pré-emergência.

 

30 até 45

É o número de dias de proteção residual da maioria dos herbicidas pré-emergentes da soja.

Fonte: Universidade do Estado de Iowa

 

7 – Pare de aplicar um herbicida pós-emergente ineficaz
As torcidas de futebol costumam incitar os jogadores, gritando para que joguem com vontade. Os gritos da torcida podem “despertar” um zagueiro preguiçoso, mas não vão ter qualquer efeito em um herbicida pós-emergente ineficaz.

 

“Se não funcionou na primeira vez, muito menos na segunda, pois as ervas-daninhas estarão maiores”, comenta Dawn Refsell, gerente da Valent para o desenvolvimento de lavouras, da unidade comercial do meio-oeste americano. “As pessoas vão pensar que fizeram alguma coisa errada, que devem aplicar de novo.”

 

Talvez não seja o caso. Cerca de 90% das amostras de ervas daninhas enviadas à Universidade de Illinois em 2014 foram casos confirmados de resistência a pelo menos um herbicida. Os resultados de 2015 ainda não haviam sido compilados quando essa reportagem foi finalizada. Ainda assim, o número de amostras de Amaranthus palmeri, retiradas de 338 lavouras este ano, totalizou 1.700, indicando que não diminuiu a resistência às ervas daninhas, conforme relatou Aaron Hager, especialista de daninhas do programa de extensão da Universidade de Illinois.

 

Porque vale a pena: o mau desempenho pode se explicar pelas condições ambientais durante a aplicação. Ainda assim, há uma boa chance de que as ervas-daninhas resistiram ao herbicida pós-emergente aplicado. “Se o herbicida pós-emergente falhar, tente algo diferente, como a mistura no próprio tanque ou o uso de herbicidas com locais de ação específicos. Não planeje o seu fracasso”, alerta Refsell.

 

52%

É a percentagem de lavouras amostrados em 2014 pela Clínica Vegetal da Universidade de Illinois e que apresentaram ervas daninhas resistentes tanto ao glifosato quanto aos inibidores da PPO.

Fonte: Universidade de Illinois

 

8 – Mate as daninhas antes de gerarem sementes

A resistência das ervas daninhas não começa como uma cena de tragédia, com a soja morrendo afogada em um mar de Amaranthus.  Na verdade, tudo começa com alguns tufos espalhados, ou até plantas daninhas individuais, emergindo na lavoura, no final da fase de crescimento.

 

“Se isso acontecer, chegou a hora de fazer algo a respeito,” alerta Mike Owen, especialista de daninhas do programa de extensão da Universidade de Iowa.  “Essa situação indica que a daninha está desenvolvendo resistência e começa a se alastrar.” E não deixe a colheitadeira pegar o Amaranthus.  “A colheitadeira é o melhor método de promover a distribuição das ervas daninhas,” explica Owen.

 

Para prevenir, limpe-a bem antes da colheita.  “Se o Amaranthus estiver em uma área de baixa altitude ou área onde não houve plantio, faça o manejo manual ou aplicação costal de herbicida,” explica Ryan Rector, gerente de desenvolvimento da tecnologia Roundup na Monsanto. “O segredo é controlar as plantas daninhas antes de formarem as suas sementes para o ano seguinte.”

 

Porque vale a pena: se um único indivíduo de Amaranthus escapar do seu controle, na safra do ano seguinte aparecerá o equivalente a 250.000 plantas na sua lavoura. Esse é o número de sementes que uma única planta consegue descarregar no final de uma safra.

 

12%

É a percentagem de sementes de uma planta de Amaranthus que resistirá depois de enterrada por quatro anos.
Fonte: Universidade do Estado de Iowa

 

9 – Mantenha distância dos talhões de solo úmido

“Já vi diversos casos em que a passagem do arado em solos molhados gerou camadas compactadas horizontais”, afirma A. J. Woodyard, especialista técnico em lavouras da BASF. “Com isso, pode haver consequências negativas durante todo o resto do ano.”

 

Dá para entender porque isso acontece.  Se houver uma previsão de 10 dias de chuvas ininterruptas, acaba-se optando, no mais das vezes, por fazer a preparação do solo.

 

Ainda assim, a expectativa é que haverá raízes congestionadas e superficiais que não vão conseguir penetrar na camada endurecida pela aragem em condições de excesso de umidade.

 

Porque vale a pena: se houver a formação de uma camada endurecida no solo, a cultura não vai conseguir se recuperar, explica Woodyard.

 

10 – Não atrase o plantio da soja esperando condições climáticas melhores

Talvez você tenha que se agasalhar e levar uma garrafa térmica cheia de café quente para a lavoura. Se o solo estiver pronto para o trabalho, é provável que seja necessário plantar soja antes do planejado.

 

“Cada vez mais, a melhor época para plantar soja no estado de Illinois é no final de abril, início de maio,” explica Woodyard. Comparado ao plantio em meados de maio ou início de junho, a janela de plantio anterior tem levado a um aumento constante de produtividade de 7 a 10 bushels por acre, afirma Woodyard.

 

A pesquisa da ISU confirma esse achado. Um de seus estudos, de 2004, conduzido no sul do estado de Iowa, descobriu que o potencial produtivo começa a cair já no início de maio. O plantio direto era especialmente suscetível a esse declínio, com quedas de produtividade de 0,3 bushels por dia de 1o a 15 de maio.

“O cultivo da soja de alta produtividade está intimamente relacionado à captação da luz do sol,” explica Woodyard. “Quanto mais luz captada, maior a produtividade.”

 

Porque vale a pena: desde que os solos estejam adequados, o plantio precoce pode gerar mais soja no outono, diz Woodyard.

 

11 – Investigue a história de uma nova área de plantio

Há alguns anos, um produtor telefona para Jim Camberato, cientista de solos da Universidade de Purdue, para consultá-lo sobre uma péssima lavoura de milho em um terreno recentemente arrendado.

 

Ele havia começado o ano com a semeadura (a lanço) de 50 libras de P205 (fosfato) e 100 de K20 (potássio) por acre, em uma antiga lavoura de alfafa de 20 anos de idade. Para sua surpresa, logo as folhas externas do milho apresentaram a aparência de queimadas, sinal característico da deficiência de potássio (K).

 

Uma investigação posterior revelou que não haviam feito aplicação de fertilizante de potássio naquele terreno nos vinte anos anteriores. “Achavam que a alfafa não exigia fertilizante”, nos conta Camberato.

 

Não é bem assim. Uma safra de alfafa de quatro toneladas por acre retira 200 libras de K20 e 52 libras de P205 por acre por ano. Em 20 anos, esse valor totalizou quatro mil libras de K20 e 1.040 de P2O5 por acre. Por isso, o potássio aplicado antes do plantio do milho não conseguiu compensar a falta desse nutriente durante 20 anos.

 

Porque vale a pena: testes de solo devem ser feitos antes de um arrendamento, pois os custos de fertilizante podem ser incluídos no contrato. Com isso, evitam-se safras desastrosas, explica Camberato.

 

12 – Ajuste a sua colheitadeira da forma correta

Assim, sempre haverá milho passando por ela.  Mas pode-se chegar perto de uma taxa zero. As normas da Sociedade Americana de Engenharia Agrícola afirmam que a perda máxima aceitável na debulha do milho e da soja é de 1%.

 

“Sabemos, por experiência, que algumas colheitadeiras, para o milho em boas condições, perdem menos de 0,5 bushels por acre. Na minha opinião, um bom objetivo é conseguir perder menos de 1 bushel por acre”, afirma Mark Hanna, engenheiro agronômico do programa de extensão da Universidade Estadual de Iowa.

 

Com isso, não será necessário lidar com milho voluntário resistente a herbicida no ano seguinte. De acordo com Ryan Wolf, agrônomo da WinField, “o millho voluntário [Roundup Ready] pode ser a planta daninha majoritária em algumas áreas”.

 

Porque vale a pena: além de reduzir as perdas durante a colheita, uma colheitadeira ajustada corretamente não semeia milho voluntário para o ano seguinte. A pesquisa da Universidade de Dakota do Sul revela que o milho voluntário pode diminuir a produtividade de milho em 13% e a de soja, em 54%.

 

DOIS

é a perda aceitável de bushels de milho durante a colheita para uma produtividade de 200 bushels.

Fonte: Sociedade Americana de Engenharia Agrícola

 

13 – Analise rigorosamente suas aplicações de nitrogênio

Emerson Nafziger, agrônomo do programa de extensão da Universidade de Illinois, acredita que um dos maiores erros agronômicos é a aplicação de insumos a taxas com baixa probabilidade de maximização dos resultados.

 

“Um desses erros é o excesso do fertilizante de nitrogênio, resultado de uma noção bastante arraigada: não é possível obter alta produtividade sem altas taxas de nitrogênio,” afirma ele. “Muitos ainda acreditam que não é possível produzir mais de 1 bushel de milho por libra de nitrogênio aplicado.”

 

Porque vale a pena: Nafziger cita um ensaio tipo “strip trial” realizado em uma propriedade na parte central do estado de Illinois, no qual a maior taxa de nitrogênio utilizada foi de 232 libras por acre. No entanto, a taxa de nitrogênio ótima, que levou a uma produtividade de 269 bushels de milho, foi de 147 libras por acre.

 

14 – Evite gerar a síndrome do solo fofo

Uma volta de avião sobre a sua lavoura, no verão, é uma excelente maneira de detectar o que Jodi DeJong Hughes, educadora de solos e culturas do programa de extensão da Universidade de Minnesota, chama de Síndrome do Solo Fofo.

 

“Quanto mais aragem, mais ficam rastros no solo”, afirma. No verão, a vista aérea de uma lavoura que foi arada em excesso revelará plantas verde escuras nos rastros da passagem dos equipamentos. Infelizmente, isso significa que as plantas do restante do terreno, que foi “massacrado” pela aragem, ficarão mais pálidas.

 

Plantas mais escuras são o resultado de excelente contato semente-solo e raiz-solo. Normalmente, é algo desejável, mas, infelizmente, no restante do terreno esse resultado excelente não ocorrre, afirma DeJong Hughes.

 

Porque vale a pena: a síndrome do solo fofo induzida pela preparação do solo diminui o contato semente-solo e raiz-solo que as plantas tanto necessitam, explica a educadora.

 

15 – Aplique enxofre no milho

Você acha que o governo não faz nada direito? Bom, pelo menos acertou ao promulgar leis antipoluição que proíbem a emissão de enxofre pelas centrais elétricas. Mas, se essa é uma boa notícia para os nossos pulmões, para o milho é péssima, pois a gramínea não consegue mais obter a mesma quantidade de enxofre atmosférico que conseguia há 50 anos.

 

Além disso, o aumento do plantio direto, o plantio precoce, bem como os resíduos pesados do milho de alta produtividade também levaram às deficiências de enxofre. Dados da Universidade de Purdue revelam que o grão de milho contém cerca de 0,5 libras de enxofre em cada 10 bushels. “O milho usa muito enxofre, que não é reposto”, explica Woodyard.

 

Porque vale a pena: Em um ensaio de 2006 conduzido pela ISU, comprovou-se que o uso do enxofre como fertilizante aumentou a produtividade média de 38 bushels por acre em solos onde havia suspeita de deficiência de enxofre.

 

10

É o número de libras de enxofre consumidos anualmente por acre pelo milho de 200 bushels por acre.

Fonte: BASF

16 – Não tenha pressa

Essa dica não se refere a qualquer tipo de insumo ou estratégia, mas se dirige a você. É claro que é importante não atrasar as atividades da lavoura, nem o planejamento da sua estratégia agronômica. Mas vale a pena pensar nela com calma. Apressar as suas estratégias pode prejudicar a safra de 2016 e as seguintes.

 

“Não se trata de uma corrida,” explica Brett Barnard, gerente regional de vendas da Winfield. “Bob Beck, agrônomo regional da WinField, sempre diz que os pecados do plantio se estendem ao longo de todo o ano.”

 

E não se restringe ao plantio, aplica-se a todas as atividades com a lavoura.  “Acredita-se que quanto maior, melhor, ou seja, quanto maior o número de acres que se pode trabalhar, e quanto mais rápido se trabalha, melhor”, explica Barnard. “Mas é por isso mesmo que dizemos que não adianta ter pressa, precisamos pensar bem enquanto a lavoura cresce.”

 

Porque vale a pena: pensar com clareza e sem pressa pode evitar erros agronômicos onerosos, de acordo com Barnard.

 

 

* Gil Gullickson é Editor de Tecnologia de Culturas para a revista  Successful Farming, nos Estados Unidos. Cobre tecnologia de sementes, defensivos, entre outros tópicos da área. Se você tiver alguma ideia para uma matéria sobre tecnologia de culturas, envie um e-mail para o Gil. Gullickson@meredith.com. Para segui-lo no Twitter: @GilGullickson.

 

* Tradução da reportagem: Paulo Silveira

 


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